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domingo, 8 de maio de 2016

Casamento frescobol

             


              
           Texto de Rubem Alves muito interessante que relaciona o casamento a uma partida de frescobol.
                        “Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos são de dois tipos: há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol. Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.          
          O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra – pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, é como ejaculação precoce: um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, ir e vir… E o que errou pede desculpas, e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos…       
        Tênis é assim recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão… O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde.Ao pensar sobre a possibilidade do casamento cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: “Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até a sua velhice?”. Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar.        
            Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras. E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: “Eu te amo, eu te amo…”. Barthes advertia: “Passada a primeira confissão, ‘eu te amo’ não quer dizer mais nada”. É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética.        
        O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir a sua cortada – palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.         
         A bola: são as nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras. Conversar é ficar batendo sonho pra lá, sonho pra cá…       
          Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração. O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. Bola vai, bola vem – cresce o amor… Ninguém ganha para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim…”           
     
         Primeiramente gostaria de saber que esporte você está jogando em seu casamento? Tênis ou frescobol? Vocês são parceiros ou adversários? Quer ganhar sozinha ou quer a vitória a dois?        
           Agora que você reconheceu, a escolha é sua em continuar essa partida ou de mudar de esporte de uma vez por todas. Escolha jogar com seu parceiro esse esporte onde os dois saem vencedores, apoiando um ao outro. E mesmo quando algum erra, (porque erramos mesmo) aproveitam para ajudar o outro a levantar pegar a bolinha e recomeçar o jogo.          
     Desejo a todas uma deliciosa e interminável partida de frescobol.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

O significado da aliança



      Hoje em dia é difícil entender a importância de uma aliança. Os casais não entendem a responsabilidade desse compromisso. Compromisso de lealdade, fidelidade, amor e respeito. Vivemos numa sociedade onde tudo é descartável. Se não der certo, descartamos e recomeçamos de outra forma.  
     A Palavra de Deus nos mostra que o casamento é uma aliança feita entre homem, mulher e Deus. ¨Porque o Senhor é testemunha entre você e a mulher da sua mocidade...¨ (Malaquias 2:14.) Ele instituiu o casamento no Jardim do Éden como a primeira aliança entre duas pessoas. Isso demonstra que Ele sempre teve a intenção de fazer parte do casamento desde o princípio.(Gênesis 1:27,28)
     Só Deus tem o poder de transformar duas pessoas em uma só carne. ¨Assim já não são mais dois, mas uma só carne. Portanto o que Deus ajuntou, não o separe o homem. ( Mateus 19:6) Quando duas pessoas escolhem se casar, eles se unem no plano de unidade de Deus chamado casamento. Não existe mais o eu, mas nós. Sem Deus, o casamento é apenas uma aliança entre duas pessoas.
     E o que Ele espera de nós? Deus espera que nós honremos nossa aliança cuidando com amor do nosso cônjuge. Não apenas na alegria, mas também na tristeza, não só na saúde, como também na doença, não somente na riqueza ou fartura, mas na pobreza e escassez também. Precisamos entender que quando escolhemos nos unir com alguém os anos passam. A beleza vai embora, os filhos nascem, as responsabilidades aumentam... Tudo fica mais difícil, porém, se temos o nosso casamento alicerçado na Rocha que é Cristo, as tempestades vêm, mas continuaremos firmes, lembrando da aliança que um dia fizemos um para o outro, na presença do nosso Deus, a três. Até que a morte nos separe.
      Eclesiastes 4: 9-12    " Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque, se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante. Também se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará?  E, se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa."